18 de setembro de 2021
  • 11:38 5 de Outubro Dia Mundial do Professor
  • 18:11 A extraordinária visita de indígenas isolados a uma aldeia remota no Acre
  • 12:00 Após descartar existência de ‘Caixa 2’, STF julga se caso de corrupção deve se ‘perpetuar’ na Justiça Eleitoral
  • 10:33 Por discurso de ódio aos indígenas Bolsonaro e Funai são alvo de denúncia do MPF
  • 18:59 Parque das Tribos será beneficiado com mais de 8 Km de rede de abastecimento de água

Nesta semana aconteceu mais um episódio triste contra a comunidade indígena brasileira.
Parece que o Brasil se acostumou a ver seu povo tradicional sofrer. Todo dia uma notícia de morte, roubo ou injustiça diferente.
O último ato criminoso da vez, foi o atentado cometido contra aldeias indígenas localizadas no município de São José do Xingu (a 931 quilômetros de Cuiabá), na noite de segunda-feira (24). Onde dois homens foram até o local e atiraram diversas vezes em direção das terras.
O episódio aconteceu por volta das 19h. Segundo informações do Instituto Raoni, dois indivíduos armados, em uma caminhonete Hillux, de cor preta, destruíram a barreira sanitária construída pelos próprios indígenas para manter o isolamento social dos 2.423 Mebengokrê no período da pandemia da Covid-19.
Após destruírem a barreira, os homens efetuaram 29 tiros e invadiram a terra indígena Capoto/Jarina, onde mora o cacique Raoni Metuktire, liderança indígena do Parque Indígena do Xingu. Na sequência, seguiram até a aldeia Piaraçu e colocaram em risco a vida dos 327 Kayapós que lá vivem.
Após os atentados, eles fugiram em alta velocidade rumo à cidade de São José do Xingu. Apesar da apreensão da comunidade, ninguém ficou ferido no ataque. As lideranças da aldeia Piaraçu acionaram a polícia, que esteve no local. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso é apurado.
Diante da situação, os indígenas estão mantendo distância da entrada do território para que não sejam surpreendidos por um novo ataque.
O Instituto Raoni afirmou que repudia toda e qualquer manifestação de violência, desrespeito e intolerância contra os indígenas e exige uma resposta das autoridades em relação ao ataque.
Eu, espero que esse crime não fique impune e caia no esquecimento. Não vamos tolerar mais atitudes omissas do poder público.
Somos cidadãos deste país e merecemos respeito. Não admitiremos mais injustiças contra nossos parentes.
Estarei vigilante e sigamos firmes.
-Marcos Apurinã.

Redação Redação

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT