18 de setembro de 2021
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O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (29) que está testando moradores de comunidades indígenas e quilombolas para a Covid-19. A iniciativa faz parte do programa do Instituto Butantan que quer detectar a doença em locais de maior vulnerabilidade social.

Os testes realizados são sorológicos do tipo lgM/lgG, os quais detectam a presença de anticorpos para o coronavírus no indivíduo e, com isso, aponta se a pessoas já teve contato com o vírus ou não. De acordo com o governador João Doria (PSDB), a previsão é a de que todas as comunidades indígenas e quilombolas sejam testadas em até 20 dias em todo o estado. Os moradores de comunidades carentes, de abrigos e idosos também devem ser submetidos aos testes por meio do programa.

“Estamos há 30 dias realizando esse programa. A meta é chegarmos a 233 mil testes em pessoas de populações vulneráveis no estado de São Paulo, incluindo indígenas, quilombolas, moradores de comunidades carentes, idosos, moradores de abrigos, além daqueles que já foram testados que são os servidores públicos em contato direto com a população, a comunidade médica, os profissionais de saúde e também os profissionais de segurança pública”, afirmou o governador de SP.

Nesta quarta-feira (29), a testagem está sendo realizada em moradores da comunidade quilombola Peropava, localizada em Registro, no interior de São Paulo.

“O programa já realizou mais de 1.500 testes específicos em aldeias indígenas no litoral de São Paulo e vai prosseguir até a totalidade dessas comunidades indígenas e quilombolas serem testadas e isso vai ocorrer dentro dos próximos 20 dias no limite máximo”, disse Doria.

Ainda, segundo o governador, além dos testes, também serão distribuídas cestas básicas, cobertores, máscaras e álcool em gel para as famílias dessas comunidades.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas , a epidemia da coronavírus ainda não chegou de forma avassaladora nas comunidades indígenas e quilombolas.

“O estado de São Paulo nesse momento é o único estado que tem um programa em andamento para essas populações consideradas vulneráveis e atenção especial para as aldeias indígenas e os quilombolas em que a infecção ainda não chegou de forma avassaladora no meio dessas populações que nós estamos trabalhando preventivamente, identificando as pessoas que já foram infectadas e as que estão infectadas e tomado as medidas que a situação exige. São populações que, muitas vezes, vivem em pequenas comunidades com um estilo de vida diferente do nosso estilo, tem dificuldades na questão do isolamento, tem dificuldade na questão do acesso aos recursos de saúde”, afirmou Dimas.

Fonte: G1.

Redação Redação

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