18 de setembro de 2021
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Um adolescente indígena do Brasil chamou atenção ao participar, via vídeoconferência, do encontro anual sobre os direitos das crianças do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Roger Ferreira Alegre, de 15 anos, da comunidade Amambaí, do povo Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um discurso no painel sobre crianças e meio ambiente.

Falando em espanhol, o adolescente destacou as razões pelas quais é importante proteger o território indígena, fez críticas ao governo Bolsonaro e falou dos impactos do coronavírus na sua comunidade.

“O meio ambiente afeta diretamente os direitos de meninos e meninas. Para a infância indígena, a proteção do território é a forma de garantir nosso estilo de vida tradicional, sobrevivência, nosso desenvolvimento como ser humano e o exercício de todos os nossos direitos humanos. Infelizmente, no contexto guarani, há uma dívida histórica por parte do governo do Brasil em demarcar nosso território O governo Bolsonaro paralisou o processo de demarcações no país. Como consequência, vivemos em uma situação de insegurança, com riscos à saúde, à alimentação, à integridade física e mental”, disse Roger, que discursou representando o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O adolescente também denunciou a situação vivida por meninos e meninas indígenas, assim como as condições precárias enfrentadas por eles no dia a dia. “Nossas crianças sofrem com taxas elevadas de desnutrição. Somos mais de 2 mil famílias — 60% crianças, sobrevivemos em barracas de lona sem acesso à água, saúde, educação, alimentação, em uma verdadeira crise humanitária”, afirmou.

“Parabenizo a atitude e a força desse jovem guerreiro! Se os jovens indígenas seguissem esse exemplo certamente iríamos ter um ‘amanhã’ melhor. A denuncia é de extrema importância e deve ser tratada com atenção pelas autoridades mundiais, afinal, estamos tratando de VIDAS!”

#LUTECOMAGENTEMFAVORDAVIDA

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