6 de março de 2021
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Sequestrar a conta de WhatsApp virou moda. Criminosos desenvolveram diversas ações para clonar as contas do aplicativo de conversas. Algumas delas nem ao menos precisam usar qualquer ciberataque. Basta uma ligação e um bom papo para conseguir o objetivo.  O principal interesse do criminoso no WhatsApp é o alcance da plataforma.

Afinal, mais de 110 milhões de brasileiros usam o aplicativo, um alcance superior a 50% da população do país.

Uma característica desse golpe é que os bandidos fazem a lição de casa. Para isso, acessam perfis abertos de Instagram e Facebook, anúncios em sites de compra e venda ou até mesmo o Linkedin de possíveis vítimas.

O objetivo dos criminosos segue o mesmo: pedir dinheiro para os contatos em nome da vítima. Para isso, usam o famoso golpe de engenharia social, uma ação que costuma ser bastante efetiva por conta da relação de confiança entre as vítimas.

No caso, os golpistas convencem o usuário a informar por telefone o código de seis números enviado pelo WhatsApp por mensagem SMS, necessário para concluir a autenticação da conta em outro celular.

Além desse tipo de golpe, outra maneira de sequestrar a conta do WhatsApp é por meio do SIM swap, conhecido como clonagem dos chips do celular com a ajuda de funcionários mal intencionados das telefônicas.

Essa tática exige um pouco mais dos criminosos, mas dificulta muito a defesa do usuário. Afinal, o telefone da vítima perde a conexão (voz e dados) e o fraudador recebe todos os SMS e chamadas de voz destinados à vítima.

Como proteger o WhatsApp de ser clonado?

A boa notícia é que se proteger dos golpes no WhatsApp não é tão difícil. Basta adotar medidas de segurança no próprio aplicativo, como a verificação em duas etapas.

Para isso, abra o app, clique em “Ajustes”, depois em “Conta” e então ative “verificação em duas etapas”. A senha de seis dígitos será solicitada sempre que a conta for instalada em um novo aparelho, além de ser pedida com frequência no uso do aplicativo.

Essa atitude vai impedir que os criminosos acessem seu aplicativo, mesmo quando tiverem o código de acesso por SMS. “Mesmo quando o criminoso fizer o SIM swap e receber os SMS da vítima, essa ação vai dificultar a vida do fraudador, já que ele vai precisar saber a senha”, alerta.

Outra dica está relacionada ao WhatsApp Web. Pode ocorrer de o usuário esquecer o sistema conectado no trabalho ou em algum computador que não seja dele, o que possibilitaria que alguém leia suas mensagens.

Para saber se está com esse problema, fique atento às notificações do smartphone. Nessa área, o usuário é informado que o WhatsApp Web está logado. Basta apenas acessar o aplicativo e desativar todos os dispositivos em que a conta estivar conectada, da seguinte forma.

Android: Menu principal (três pontos no topo direito da tela inicial do WhatsApp) > WhatsApp Web > Sair de todas as sessões? iOS: Ajustes (canto direito da tela inicial do WhatsApp) > WhatsApp Web/computador > Sair de todas as sessões.

Além disso, recomenda-se que os usuários estejam alerta com as mensagens ou ligações, especialmente as com promessas que parecem imperdíveis.

Vale, por exemplo, sempre verificar se a mesma promoção está disponível no site oficial da marca e se a URL do link condiz com a verdadeira —a que aparece logo na primeira página de busca no Google.

Como saber se meu WhatsApp foi clonado?

 Se acha que caiu em um golpe, fique atento se existem mensagens não enviadas por você constando em seu celular. Além disso, observe também se algumas conversas constam como lidas, mesmo você não tendo sido notificado das mensagens. Isso pode ser um sinal de que sua conta foi clonada.

Lembre-se também que se você deixou a conta logada em um computador, seu aplicativo pode não ter sido clonado. Isso significaria apenas que alguém está usando isso para observar suas conversas ou mexer no seu WhatsApp.

Redação Redação

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