17 de maio de 2021
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Mais uma vez venho aqui clamar em nome do nosso povo. Os nossos superiores, aqueles que deviam nos proteger, infelizmente, são os primeiros a nos atacar. São os primeiros a nos querer distante. Lhe garanto, que estão enganados.
Há mais de 500 anos, nós já estávamos aqui, e por muito mais ficaremos.
A Frente Amazônica em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI) repudiou mais uma afronta ao nosso povo, e eu, Marcos Apurinã, venho aqui também me manifestar e corroborar com o alerta.
O presidente Jair Bolsonaro excluiu a representação indígena no Conselho Nacional de Educação. O que é visto como um claro projeto de extermínio e genocídio por meio do silenciamento e apagamento da representatividade dos povos originários; um retrocesso de pelo menos 20 anos!
Veja a nota de repúdio, a qual reitero as palavras da instituição!
O projeto de poder deste governo é claramente o da construção de um pensamento único fascista, haja vista as nomeações de 11 novos nomes que acenam aos interesses de grupos ideológicos de apoio ao presidente, incluindo a ala seguidora do escritor Olavo de Carvalho e empresários do ensino superior privado. Repudiamos também este ato!
Cabe ao Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendações importantes acerca das políticas públicas educacionais a serem adotadas pelo Ministério da Educação (MEC), tais como diretrizes educacionais e curriculares. Os pareceres do conselho são submetidos ao ministro, que pode aprovar ou vetar parte das orientações. Ao todo são 24 membros, com mandato de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais dois, o que coloca em cheque a formação de uma geração de estudantes.
Solidarizamo-nos também ao Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) que foram excluídos da nova composição. Que representatividade é essa? A quem interessa uma sociedade medíocre?
A luta é árdua e continuaremos nas trincheiras reforçando a luta dos que foram reconduzidos aos respectivos postos, desejando que estejam prontos e tenham força para impedir mais retrocessos, garantindo a continuidade da vigência das normas construídas nesses 20 anos de participação indígena no CNE.
VIDAS INDÍGENAS IMPORTAM!
Assinam este manifesto, como membros da FAMDDI:
Associação das Mulheres Indígenas do Rio Negro (AMARN)
Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas
(ADUA)
Conselho Indigenista Missionário (Cimi Norte I)
Federação Kokama TWRK
Fórum de Mulheres Afro-Ameríndias e Caribenhas
Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (FOREEIA)
Movimento de Mulheres Solidárias do Amazonas (MUSAS)
Mandato Popular Deputado Federal José Ricardo
Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas
Serviço de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental na Amazônia (SARES)
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SJP-AM)
Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami (Secoya)

Lute com a gente a favor da Vida!
Marcos Apurinã

Redação Redação

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