22 de junho de 2021
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O esporte favorito dos brasileiros tem uma versão indígena que pode parecer estranha à primeira vista. O futebol de cabeça, chamado pelos povos indígenas de Jikunahati.

Apesar de não ter gol, o futebol de cabeça se assemelha ao futebol jogado com os pés pela disposição de duas equipes em um campo retangular disputando uma bola que, nesse caso, é feita de leite de mangaba. Depois de ir ao fogo, o leite engrossa e se torna uma pasta que pode ser moldada com sopro. A principal característica do jogo é o arremesso da bola, com um golpe de cabeça. Só é permitido usar as mãos quando a bola está parada. Quando o jogador erra o passe da bola, o ponto é do adversário.

O atleta Wanderson Omaizokaaece, da etnia Paresi Haliti, explica que nas partidas, a pontuação está relacionada à uma aposta. “Antes da partida começar, nós reunimos as duas equipes e todos apresentam os adereços que estão em jogo. Podem ser cocares, colares, pulseiras, braceletes, tiaras. Cada ponto marcado, vale um adereço”. Em geral suspende-se o jogo quando uma das equipes esgota sua provisão de adereços, e então o apostador da outra equipe distribui o resultado pelos jogadores.

No dia a dia dos Paresi, o futebol de cabeça divide espaço com o futebol tradicional, grande paixão nas aldeias com cerca de quatro mil indígenas. Porém, em dias de  festas, quando vários grupos locais se reúnem, os dias são praticamente dedicados aos jogos de bola, que colocam frente a frente os times de cada aldeia. “Nós jogamos principalmente quando estarmos recebendo visitas na aldeia. É um jeito de apresentar a nossa cultura. Às vezes o jogo começa cedo e vai até de noite, porque em dia de festa  a gente tem muitos adereços para apostar”, explica Wanderson.

Redação Redação

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